sábado, 21 de março de 2015

Encontro CF - 2015

Fraternidade: Igreja e Sociedade
"Eu vim para servir"


Estiveram participando hoje (21/03/2015), no salão da Igreja São João Batista - Bairro João Clara, aproximadamente 30 pessoas, do curso para reflexão do tema da Campanha da Fraternidade 2015, assim como o objetivo geral e objetivos específicos desta campanha.

Os temas propostos pelo livro preparado pelo MoBon, estudado aqui na Paróquia no último dia 22 de fevereiro, no seminário com instrução do Ir. Denilson Mariano, foi apresentado da seguinte forma:

  • Ruth, apresentou o 1º Encontro: CIDADÃOS DE DUAS CIDADES;
  • Claudineia, 2º Encontro: IGREJA E SOCIEDADE NOS PRIMEIROS SÉCULOS, e 3º Encontro: VATICANO II: UMA IGREJA EM DIÁLOGO;
  • Claudio, o 4º e 5º com os títulos: FRANCISCO O PAPA DO DIÁLOGO e DIÁLOGO TRANSFORMADOR COM A SOCIEDADE;
  • Luiz Marineti, apresentou o 6º e 7º; EU VIM PARA SERVIR e É PRECISO NASCER DE NOVO, respectivamente.


O Encontro em Fotos:































domingo, 15 de março de 2015

Jesus traz libertação e paz para cada um de nós - Homilia deste domingo 15/03/2015

Jesus morreu na cruz, por nós, para condenar o pecado que nos faz morrer e perder a vida. Não para nos condenar, mas para nos salvar e libertar.


“Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”(João 3, 17).


É desta forma que Deus nos ama: Ele nos ama de forma direta, única, incisiva. Ele não abre mão de nós, não abre mão de mim, não abre mão de você, não abre mão de ninguém da sua casa, da sua família. Por mais perdido que possa parecer alguém, há sempre um olhar de esperança e de misericórdia de Deus voltado para essa pessoa.

Por essa razão, precisamos tomar posse desta verdade: Deus me ama, ama você, ama a todos nós! O Seu amor salvífico e gratuito é para todas as pessoas. Quando tomamos posse dessa verdade, nós precisamos também tomar posse da realidade que vem junto com ela, porque, da mesma forma como Deus nos ama, Ele não enviou Seu único Filho para condenar ninguém, mas para nos salvar. Jesus morreu na cruz, por mim e por você, para condenar o pecado, que nos faz morrer e perder a vida; não foi para nos condenar, mas para nos salvar.

Nós precisamos ser mensageiros da salvação de Deus! Nós não podemos ser mensageiros da condenação, não podemos levar a condenação a ninguém. Assim como Jesus veio trazer a salvação e por onde Ele passava a salvação acontecia, nós precisamos também levá-Lo às pessoas. E quando Jesus entra numa casa, numa família, entra na vida de qualquer pessoa, não é para condená-la, mas sim para libertá-la daquilo que a mantém cativa, presa, oprimida e condenada. Da mesma forma, quando Ele entra na nossa vida é para nos salvar, por isso nos precisamos abrir o coração não para a condenação, mas para a salvação vinda do coração de Deus!

Assim como Nicodemos abriu o coração para que nele a graça de Deus entrasse, nós hoje queremos abrir o nosso coração e contemplar Jesus crucificado. Pois como Moisés, no deserto, levantou a serpente e todo aquele que olhou para ela ficou curado, nós hoje olhamos para Jesus crucificado, n’Ele estão condenados nossos pecados e ali está assinalada a nossa salvação. Ali está a libertação de cada um de nós, da nossa casa e de todas as nossas famílias!

Nós precisamos nos colocar sob o judice da cruz de Jesus Cristo; nos colocarmos debaixo do amor misericordioso de Deus, o qual brota do alto da cruz. Nós anunciamos Jesus crucificado ao mundo não para que este se sinta condenado, mas para que ele se sinta salvo e redimido pelo Sangue redentor de Cristo.

Jesus, que morreu e ressuscitou para a nossa salvação, traga hoje libertação e paz para cada um de nós!

Deus abençoe você!

Por Padre Roger, disponível em: http://homilia.cancaonova.com/

sábado, 14 de março de 2015

Juventude - O grupo é lugar da felicidade do jovem


O jovem gosta do bar, do grupo de amigos e da festa. O jovem não gosta de estar só. É falso dizer que o jovem não gosta de "grupo". O que importa é que este grupo seja agradável, possibilitando um relacionamento verdadeiro. É recordando tanta juventude nos bailes, nos bares, nos festivais, nos shows, que precisamos aprender a decifrar outro aspecto teológico da juventude: a vivência grupal.
O jovem experimenta com toda a força a beleza do grupo. Não erramos se dissermos “do comunitário”. O “comunitário” também é algo que se aprende. Vai-se experienciando o mais comum que ouvimos falar, isto é, que Deus não é um só, mas que Deus é, ao mesmo tempo, Pai, Filho e Espírito Santo... O povo das comunidades até afirma que a Trindade é a melhor das comunidades. Encarando essa realidade como descoberta, no cotidiano sair de si, na vontade doida de ver o final de semana chegar, vislumbramos que a vontade divina de ser se manifesta de modo gritante na juventude.
Por isso entendemos por que o jovem, com seu jeito espontâneo e crítico, de acolhida ou rejeição, recorda sempre que a Igreja não pode resumir-se em ser “sacramentalista”, mas que ela é chamada a ser comunidade. O que a juventude sonha é uma Igreja que celebra a vida, que seja um povo de irmãos, que seja comunhão e participação, que tenha preferência pelos pobres, que seja profética e libertadora, que seja solidária e evangelizadora, que seja capaz de confiar e desafiar, isto é, que seja comunitária.

Lugar da felicidade


O grupo é o lugar da felicidade do jovem; o grupo é uma necessidade biológica, psicológica, sociológica e teológica. Não exageramos dizendo que o jovem tem uma necessidade violenta de viver em grupo. Ele é capaz de ficar a noite inteira sem dormir para conversar da vida. É cegueira ver nessa tendência unicamente vontade de “farrear”. A noite, para o jovem, é uma graça porque ela facilita o mistério do encontro. A noite é a companheira da juventude porque ela aproxima, no sentido mais integral da palavra. Encarar a noite simplesmente como aquela que esconde a verdade, é um sequestro terrível do sistema que sabe roubar até a poesia do gratuito e do comunitário.
A noite é a grande acolhedora do espírito grupal do jovem. Não é verdade que qualquer cidade tem os “points”, os lugares em que “a galera” se encontra? Se perguntarmos pelo porquê dessa busca, é verdade que vamos ouvir diferentes respostas: para namorar, para encontrar-se, para mostrar-se, para fumar o “baseado” da moda, para procurar transas etc.
Pode ser verdade, mas não é a verdade total. Algo mais profundo está em jogo, de forma misteriosa e que demora ser captada. Temos certeza, por exemplo, que até o gratuito está em jogo nestes encontros. Se perguntássemos por que estão aí, a resposta seria um sorriso a dizer “estamos porque estamos”...
É muito sintomático, na era da “Internet”, do “chat”, do “Orkut” e tantas outras invenções da informática, dar-nos conta de que nunca, na história humana, houve tanta procura juvenil de vivências grupais. Nem todas boas, mas grupais. É que a juventude, mais do que outras idades, sente à flor da pele a novidade da atração do diferente. Trata-se da invasão do outro e da outra. É ser pobre falar, nesse caso, somente de "instintos". Mesmo que seja uma "força" que venha de fora, está em jogo o apreço de sua subjetividade. Por isso afirmamos que nos encontramos no outro. O grupo tem a ver com amizade, tem a ver com festa, tem a ver com afetividade e sexualidade.

Bíblia e vivências de amizade


A Bíblia está cheia de vivências de amizade e companheirismo. Entre tantos exemplos (Davi e Jônatas, Tiago e João, Jesus e Lázaro, Marta e Maria...) queremos destacar a vivência narrada no Livro de Tobias. Mesmo sem recordar os pormenores desta narrativa comovente, Tobias, no seu mistério, pode encarnar a beleza da vivência grupal. Graças a Rafael – assim se chamava o anjo do Senhor – Tobias aprende a viver como companheiro. O companheiro, no entanto, não depende de nossas escolhas. Precisamos dele e ele aparece de repente como quem procura trabalho (cf. Tb 5,5). Caminhando com este “anjo”, na busca da vida, Tobias aprende a viver como companheiro, ajudando e sendo ajudado.
O companheiro, o grupo, é um Dom que Deus coloca frente à nossa “casa” sem percebermos que ele é um Dom. Quando Tobias promete pagar a Rafael pelos préstimos oferecidos, Rafael se revela como “anjo de Deus”, dizendo que a gratuidade é uma característica do Reino. A única coisa em que insiste é que “não se cansem de agradecer” (cf. Tb 12,6). A história de Tobias nos faz pensar, portanto, na vivência grupal. Assim como o jovem procura o grupo, ser companheiro de grupo é, antes de tudo, aprender a sê-lo todos os dias. É isso que o jovem gostaria de descobrir, na alegria que o caracteriza, quando se alegra em participar de grupo.

Necessidade de organização


Consequência da vida grupal é a descoberta e a necessidade da organização e da vida política. Precisamos aprender que Deus não nos sonhou desorganizados. Deus não quer ver-nos como “massa”, mas como “povo”. Deus não sonhou somente o “jovem”; ela deseja a “juventude”, isto é, jovens organizados. Deus deseja ver “juventudes” e, para isso acontecer, uma consequência da vivência grupal é a organização. Uma das formas melhores de o jovem encontrar sua identidade e sua missão no mundo é pertencer a uma organização que o leva a assumir responsabilidades, planejamentos, pedagogias, relacionamentos, isto é, a abraçar a sua identidade de protagonista.
O jovem gosta de rua, de viajar, de conhecer outros mundos, de escrever e ter relacionamentos com pessoas distantes. Não lhe agradam fronteiras, nem na religião. A organização é mais do que uma realidade sociológica; ela é uma coisa de Deus. Por isso defendemos a convicção de que a organização é, no trabalho com a juventude, uma opção pedagógica que não pode faltar.
Outra consequência da vida grupal é a vida política. O jovem não rejeita a política, mas a distorção dela. A necessidade de “normas”, de organização e da importância de saber “ceder” para o bem do todo não é algo que vai contra o jovem. Quando isso aparece de forma autoritária, sem exposições do sentido delas, é evidente que vá haver rejeição. Ser de grupo é uma forma de ser do mundo. Ser político, aliás, é uma graça que nos foi dada pelo batismo, sendo-nos dito por Deus que ser político é ser construtor de comunidades. Machuca-o a guerra; machuca-o a desigualdade. Ele sonha comunidade e, por isso, no grupo, todos são iguais.
Na vivência grupal está o Reino. "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, estou no meio deles.” (Mt 18,20.) Olhando, pois, essa fome do jovem de viver em grupo e o sentido profundo que isso carrega, só podemos exclamar com Paulo escrevendo aos romanos: “Como é profunda a riqueza, sabedoria e a ciência de Deus! [...] Todas as coisas vem dEle, por meio dEle e vão para Ele”. (Rm 11,33.36.)
Recordar tudo isso faz-nos imaginar a dor infinita do jovem quando vê essas realidades sendo pervertidas, enlameadas e chafurdadas. É uma dor que ninguém explica.

Por: Hilário Henrique Dick*
* Doutor em Literatura Brasileira, é jesuíta do Rio Grande do Sul, morador de São Leopoldo. Assessor Nacional da Pastoral da Juventude entre 1981 e 1983, dedica-se à causa juvenil há mais de trinta anos. Pesquisador do Instituto Humanitas e coordenador das primeiras edições do Curso de Pós-Graduação em Juventude.


Disponível em: o lutador.org.br

domingo, 8 de março de 2015

Evangelho deste Domingo - 08/03/2015

“Destruí este Templo, e em três dias eu o levantarei” (João 2, 19).





Neste terceiro domingo da Quaresma, nós contemplamos Jesus no templo, ao qual Ele volta por uma ocasião diferente: volta para purificar esse lugar. O Senhor faz isso, pois estão fazendo da casa de Deus, o lugar da oração, o lugar do encontro com Ele, um lugar para o comércio, para o roubo; um lugar onde outros interesses estão sendo colocados no lugar das coisas de Deus.

Deixe-me dizer uma coisa a você: todos nós precisamos ter um zelo muito especial pela casa de Deus, pois religião não é comércio, não é lucro, religião não é o espaço para se ganhar dinheiro ou para as pessoas enriquecerem. Religião é o lugar onde investimos tudo para que as pessoas se encontrem com Deus, e isso não tem preço!

Por essa razão, se há uma coisa que tira o coração de Jesus do sério é quando fazem do lugar do encontro com Deus um lugar de lucro. Nossas igrejas, nossos templos, não podem ser o lugar onde se fala mais de dinheiro do que de Deus, porque o Deus a quem nós servimos não é o deus deste mundo, o “deus do dinheiro”; o Deus a quem servimos é o Senhor da vida, o Criador de todas as coisas.

Não tem preço para entrar na casa de Deus, não tem preço para se viver as coisas d’Ele, a não ser um coração puro ou desejoso de se purificar da ganância e da sede dos bens materiais. Por causa disso os judeus se enfurecem com Jesus e, então, inicia-se a trágica morte do Senhor. Eles ficam enfurecidos com a atitude do Mestre, que repudia o trabalho e o comércio que muitos deles realizam na casa de Deus.

Na religião de Deus não há espaço para a esperteza humana, para aqueles que querem fazer do lucro a sua fonte de sobrevivência por causa das coisas de Deus. Por uma religião pura, sem mancha, por uma religião na qual o encontro com Deus está acima de todas as coisas e a pessoa humana é até mais importante do que o templo é que Nosso Senhor morreu!

Ao dizer-lhes: “Destruí vós este templo e em três dias eu o reerguerei” (João 2, 19), é como se Ele lhes dissesse: “Vocês podem destruir esse templo, mas em três dias Eu o reerguerei. Vocês podem tirar minha vida – diz Jesus – mas no terceiro dia Eu ressuscitarei! Eu sou o templo que ninguém corrompe, que ninguém destrói, um templo onde acolho todas as almas que buscam a Deus”.

Que nossas igrejas sejam templos vivos, lugar do encontro com o Deus vivo e verdadeiro!

Deus abençoe você!

Homilia por Padre Roger Araújo, https://www.facebook.com/rogeraraujo.cn
Disponível em: http://homilia.cancaonova.com/

domingo, 1 de março de 2015

ENCONTRO DE LITURGIA

EQUIPE DE LITURGIA: Ruth, Flavio, Daniel, Jeferson, Vanessa, Daiane, Beatriz, Cecília e Alice
Aconteceu neste domingo (01/03/2015), na comunidade São João Batista (Bairro João Clara), o encontro de formação litúrgica, com o objetivo de apresentar à comunidade a nova equipe de liturgia, assim como de estudar e aprofundar nas particularidades da liturgia. Estiveram participando do encontro, representantes do CPC, Ministros da Palavra, Ministros da Eucarístia, representantes do Grupo de Cânticos, além de representantes das comunidades Santa Inês (Bairro Vale do Sol) e Nossa Senhora Aparecida (Bairro Novo Horizonte)
A coordenadora da comunidade, Cleudete, iniciou o encontro com a oração invocando o Espírito Santo, para o início das atividades. Em seguida, apresentou aos presentes os membros que formam a equipe de liturgia.


CONHEÇA A EQUIPE DE LITURGIA (CLIQUE AQUI)

O coordenador da equipe de liturgia, Flavio apresentou, as propostas e objetivos do encontro, assim como a importância de se forma uma equipe de liturgia numa comunidade.

Com a condução de Claudineia e apoio de Tereza, dentro da capela, realizou-se uma dinâmica, com o objetivo de se conhecer os espaços celebrativos, os objetos litúrgicos e os momentos celebrativos, onde todos puderam conhecer o nome, significado e importância de pequenos detalhes que passam despercebidos durante as celebrações.

FOTOS DO ENCONTRO (Clique Aqui)

De volta ao salão, foram apresentados os temas propostos para o encontro:  
  • Flavio e Ruth, falaram sobre a formação litúrgica, que se faz necessária em toda comunidade, que deve ser constante, para que nossas celebrações e missas sejam preparadas em todos os seus detalhes e não improvisada, escolhendo as pessoas de última hora.
  • Daiane e Alice, falaram sobre os ministérios na liturgia, com os detalhes e observações acerca das pessoas que compõem a celebração, destacando os leitores, cantores, instrumentistas, comentaristas, assim como todos que compõem a equipe de celebração.
  • Daniel e Cecília, com o tema celebração da missa, destacaram as partes que compõem o ritual da missa, com toda a sua riqueza e importância para os fieis.
  • Vanessa e Jeferson, através do tema tempo litúrgico, falaram dos momentos e festas litúrgicas que compõem o calendário de nossa liturgia.