sexta-feira, 4 de setembro de 2015

PLANTANDO PEQUENAS SEMENTES

“O reino do céu é como a semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E se torna uma árvore, de modo que os pássaros do céu vêm e fazem ninhos em seus ramos”.(Mateus 13, 31-32)


Passei a vida tentando entender o sentido desta parábola: Como pode algo tão pequeno como uma semente de mostarda ser comparado a algo tão grandioso como o Reino do Céu?

Em meio a tristeza pelo falecimento de meu pai, refleti através das atitudes dele o verdadeiro significado: as sementes são nossas pequenas atitudes que plantamos em nosso dia-a-dia. Que aparentemente são pequenas...


Assim, viveu Antônio de Souza: Plantando Pequenas Sementes... sempre atento às necessidades locais, solidário, caridoso; sempre pronto a dar o primeiro passo, a dar um incentivo, uma motivação a quem quer que fosse...

Foi um líder nato: ainda no Taboão sua terra natal, esteve junto as necessidades da comunidade, na Igreja, na escola assim como em sua paixão pelo futebol, carregava o time ao qual presidiu em sua “Kombi”.

Já tendo vindo para a cidade, no ano de 1991 com a família para o Bairro João Clara  ajudou na estruturação local, nas campanhas e mutirões para a construção da igreja; na construção do campinho de areia e da quadra; da sede da associação; da capela mortuária; nas manutenções e limpeza das ruas. Sempre junto à Associação de Moradores do Bairro, da qual sempre foi membro da diretoria e exerceu a presidência de 2010 a 2014.

Na Comunidade São João Batista, desempenhou desde a sua fundação, a função de Líder de Manutenção sempre atendo aos pequenos detalhes.

Na sociedade, desempenhando o seu ofício como comerciante e o de cortar cabelo, “Antonio Barbeiro”, se alguém lhe pagasse ele recebia, se não houvesse pagamento não havia problemas... Ia constantemente ao asilo cortar o cabelo dos idosos; a cadeia pública cortar o cabelo dos detentos; ao hospital e até a casa dos enfermos muitas das vezes sem ser procurado...

E hoje entendo que a semente da mostarda foi muito bem plantada, perto de mim... Assim como de todos que conviveram com meu pai.

Antônio de Souza, PLANTOU AS SEMENTES SEM NUNCA ESPERAR ALGO EM TROCA E RECEBEU O REINO DO CÉU CRESCENDO A SUA VOLTA... Em seus pequenos gestos plantados, conquistou amigos, admiração e respeito...

Por: Flavio, em nome de todos os Familiares de Antônio de Souza

terça-feira, 21 de abril de 2015

1º Arrastão do JUSC

Aconteceu, neste dia 21 de Abril, o primeiro Arrastão, realizado pelo Grupo de Jovens JUSC (Jovens Unidos a Serviço de Cristo), quando quinze jovens participantes do grupo de jovens, saíram em missão na comunidade como o "Bom Pastor", em busca das "ovelhas perdidas".

foram visitas diversas famílias, e o convite de participar do grupo foi feito a 45 jovens.






















sexta-feira, 3 de abril de 2015

A Última Ceia

Você já deve ter ouvido falar que a Última Ceia foi a primeira Missa celebrada na terra. É verdade! A Última Ceia foi a celebração final de todo o projeto salvador do Pai realizado em Cristo, denominado de “Mistério Pascal”. A Última Ceia foi uma celebração de ação de graças - EUCARISTIA - e ao mesmo tempo a oferta do sacrifício que Jesus iria realizar na Cruz, o momento supremo do Mistério Pascal de Cristo. Para sermos breves. Cristo realizou na Última Ceia seu Mistério Pascal em modo ritual celebrativo. 

Isso é o mínimo do mínimo para se entender a Missa. Mas tem um porém que devemos refletir um pouco. São as palavras de Cristo depois da bênção do cálice, que na Missa, nós chamamos de consagração do vinho. Cristo diz: “fazei isto em memória de mim”. Nas palavras de Jesus está expresso que a Missa é uma celebração memorial. O que significa isso? 

Significa que a Missa não é teatro — encenação, reprodução, ou qualquer sinônimo semelhante a isso — da Última Ceia. É muito mais que isso, Missa é a memória do Mistério Pascal, do sacrifício e da Ressurreição do Senhor. E aqui chegamos ao centro da questão, a chave da compreensão de todo ato litúrgico, de modo especial, da Missa. Compreender isso, significa compreender a celebração da Eucaristia. Se a Missa fosse teatro, ou coisa parecida, nós estaríamos repetindo um rito realizado por Cristo. Seja o padre como os ministros e, até mesmo, o povo celebrante, seriam atores ou, na pior das possibilidades, expectadores de um rito realizado há 2000 anos. Mas não, todos nós somos celebrantes na Missa e, no momento celebrativo da Eucaristia, estamos participando Mistério Pascal de Cristo, do qual fazemos memória. 

Fazer memória não é repetir um rito, mas atualizar um acontecimento. Isso é tão importante para entender o que é a Missa, que vou repetir com outras palavras. Fazer Memória não é teatralizar a Última Ceia, é atualizar, trazer para o momento presente, para o nosso hoje, para a nossa vida, o acontecimento salvífico de Cristo. Quer dizer, a Salvação do Pai, realizada no Mistério Pascal de Cristo, acontece HOJE a nós que estamos celebrando a Missa nesse momento. É isto que se entende como a primeira e mais importante participação; participar (toma parte) do Mistério Pascal de Cristo, participar da sua Salvação. 

O mais bonito de tudo é que isso não é obra nossa, mas ação do Espírito Santo. Sem o Espírito Santo não existe Eucaristia, não existe participação na Salvação de Cristo, não existe presença memorial do Mistério Pascal de Cristo. Qualquer comparação de Missa com teatro é totalmente fora de contexto.

Por: Serginho Valle 
Coordenador do SAL – Serviço de Animação Litúrgica www.liturgia.pro.br

sábado, 21 de março de 2015

Encontro CF - 2015

Fraternidade: Igreja e Sociedade
"Eu vim para servir"


Estiveram participando hoje (21/03/2015), no salão da Igreja São João Batista - Bairro João Clara, aproximadamente 30 pessoas, do curso para reflexão do tema da Campanha da Fraternidade 2015, assim como o objetivo geral e objetivos específicos desta campanha.

Os temas propostos pelo livro preparado pelo MoBon, estudado aqui na Paróquia no último dia 22 de fevereiro, no seminário com instrução do Ir. Denilson Mariano, foi apresentado da seguinte forma:

  • Ruth, apresentou o 1º Encontro: CIDADÃOS DE DUAS CIDADES;
  • Claudineia, 2º Encontro: IGREJA E SOCIEDADE NOS PRIMEIROS SÉCULOS, e 3º Encontro: VATICANO II: UMA IGREJA EM DIÁLOGO;
  • Claudio, o 4º e 5º com os títulos: FRANCISCO O PAPA DO DIÁLOGO e DIÁLOGO TRANSFORMADOR COM A SOCIEDADE;
  • Luiz Marineti, apresentou o 6º e 7º; EU VIM PARA SERVIR e É PRECISO NASCER DE NOVO, respectivamente.


O Encontro em Fotos:































domingo, 15 de março de 2015

Jesus traz libertação e paz para cada um de nós - Homilia deste domingo 15/03/2015

Jesus morreu na cruz, por nós, para condenar o pecado que nos faz morrer e perder a vida. Não para nos condenar, mas para nos salvar e libertar.


“Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”(João 3, 17).


É desta forma que Deus nos ama: Ele nos ama de forma direta, única, incisiva. Ele não abre mão de nós, não abre mão de mim, não abre mão de você, não abre mão de ninguém da sua casa, da sua família. Por mais perdido que possa parecer alguém, há sempre um olhar de esperança e de misericórdia de Deus voltado para essa pessoa.

Por essa razão, precisamos tomar posse desta verdade: Deus me ama, ama você, ama a todos nós! O Seu amor salvífico e gratuito é para todas as pessoas. Quando tomamos posse dessa verdade, nós precisamos também tomar posse da realidade que vem junto com ela, porque, da mesma forma como Deus nos ama, Ele não enviou Seu único Filho para condenar ninguém, mas para nos salvar. Jesus morreu na cruz, por mim e por você, para condenar o pecado, que nos faz morrer e perder a vida; não foi para nos condenar, mas para nos salvar.

Nós precisamos ser mensageiros da salvação de Deus! Nós não podemos ser mensageiros da condenação, não podemos levar a condenação a ninguém. Assim como Jesus veio trazer a salvação e por onde Ele passava a salvação acontecia, nós precisamos também levá-Lo às pessoas. E quando Jesus entra numa casa, numa família, entra na vida de qualquer pessoa, não é para condená-la, mas sim para libertá-la daquilo que a mantém cativa, presa, oprimida e condenada. Da mesma forma, quando Ele entra na nossa vida é para nos salvar, por isso nos precisamos abrir o coração não para a condenação, mas para a salvação vinda do coração de Deus!

Assim como Nicodemos abriu o coração para que nele a graça de Deus entrasse, nós hoje queremos abrir o nosso coração e contemplar Jesus crucificado. Pois como Moisés, no deserto, levantou a serpente e todo aquele que olhou para ela ficou curado, nós hoje olhamos para Jesus crucificado, n’Ele estão condenados nossos pecados e ali está assinalada a nossa salvação. Ali está a libertação de cada um de nós, da nossa casa e de todas as nossas famílias!

Nós precisamos nos colocar sob o judice da cruz de Jesus Cristo; nos colocarmos debaixo do amor misericordioso de Deus, o qual brota do alto da cruz. Nós anunciamos Jesus crucificado ao mundo não para que este se sinta condenado, mas para que ele se sinta salvo e redimido pelo Sangue redentor de Cristo.

Jesus, que morreu e ressuscitou para a nossa salvação, traga hoje libertação e paz para cada um de nós!

Deus abençoe você!

Por Padre Roger, disponível em: http://homilia.cancaonova.com/

sábado, 14 de março de 2015

Juventude - O grupo é lugar da felicidade do jovem


O jovem gosta do bar, do grupo de amigos e da festa. O jovem não gosta de estar só. É falso dizer que o jovem não gosta de "grupo". O que importa é que este grupo seja agradável, possibilitando um relacionamento verdadeiro. É recordando tanta juventude nos bailes, nos bares, nos festivais, nos shows, que precisamos aprender a decifrar outro aspecto teológico da juventude: a vivência grupal.
O jovem experimenta com toda a força a beleza do grupo. Não erramos se dissermos “do comunitário”. O “comunitário” também é algo que se aprende. Vai-se experienciando o mais comum que ouvimos falar, isto é, que Deus não é um só, mas que Deus é, ao mesmo tempo, Pai, Filho e Espírito Santo... O povo das comunidades até afirma que a Trindade é a melhor das comunidades. Encarando essa realidade como descoberta, no cotidiano sair de si, na vontade doida de ver o final de semana chegar, vislumbramos que a vontade divina de ser se manifesta de modo gritante na juventude.
Por isso entendemos por que o jovem, com seu jeito espontâneo e crítico, de acolhida ou rejeição, recorda sempre que a Igreja não pode resumir-se em ser “sacramentalista”, mas que ela é chamada a ser comunidade. O que a juventude sonha é uma Igreja que celebra a vida, que seja um povo de irmãos, que seja comunhão e participação, que tenha preferência pelos pobres, que seja profética e libertadora, que seja solidária e evangelizadora, que seja capaz de confiar e desafiar, isto é, que seja comunitária.

Lugar da felicidade


O grupo é o lugar da felicidade do jovem; o grupo é uma necessidade biológica, psicológica, sociológica e teológica. Não exageramos dizendo que o jovem tem uma necessidade violenta de viver em grupo. Ele é capaz de ficar a noite inteira sem dormir para conversar da vida. É cegueira ver nessa tendência unicamente vontade de “farrear”. A noite, para o jovem, é uma graça porque ela facilita o mistério do encontro. A noite é a companheira da juventude porque ela aproxima, no sentido mais integral da palavra. Encarar a noite simplesmente como aquela que esconde a verdade, é um sequestro terrível do sistema que sabe roubar até a poesia do gratuito e do comunitário.
A noite é a grande acolhedora do espírito grupal do jovem. Não é verdade que qualquer cidade tem os “points”, os lugares em que “a galera” se encontra? Se perguntarmos pelo porquê dessa busca, é verdade que vamos ouvir diferentes respostas: para namorar, para encontrar-se, para mostrar-se, para fumar o “baseado” da moda, para procurar transas etc.
Pode ser verdade, mas não é a verdade total. Algo mais profundo está em jogo, de forma misteriosa e que demora ser captada. Temos certeza, por exemplo, que até o gratuito está em jogo nestes encontros. Se perguntássemos por que estão aí, a resposta seria um sorriso a dizer “estamos porque estamos”...
É muito sintomático, na era da “Internet”, do “chat”, do “Orkut” e tantas outras invenções da informática, dar-nos conta de que nunca, na história humana, houve tanta procura juvenil de vivências grupais. Nem todas boas, mas grupais. É que a juventude, mais do que outras idades, sente à flor da pele a novidade da atração do diferente. Trata-se da invasão do outro e da outra. É ser pobre falar, nesse caso, somente de "instintos". Mesmo que seja uma "força" que venha de fora, está em jogo o apreço de sua subjetividade. Por isso afirmamos que nos encontramos no outro. O grupo tem a ver com amizade, tem a ver com festa, tem a ver com afetividade e sexualidade.

Bíblia e vivências de amizade


A Bíblia está cheia de vivências de amizade e companheirismo. Entre tantos exemplos (Davi e Jônatas, Tiago e João, Jesus e Lázaro, Marta e Maria...) queremos destacar a vivência narrada no Livro de Tobias. Mesmo sem recordar os pormenores desta narrativa comovente, Tobias, no seu mistério, pode encarnar a beleza da vivência grupal. Graças a Rafael – assim se chamava o anjo do Senhor – Tobias aprende a viver como companheiro. O companheiro, no entanto, não depende de nossas escolhas. Precisamos dele e ele aparece de repente como quem procura trabalho (cf. Tb 5,5). Caminhando com este “anjo”, na busca da vida, Tobias aprende a viver como companheiro, ajudando e sendo ajudado.
O companheiro, o grupo, é um Dom que Deus coloca frente à nossa “casa” sem percebermos que ele é um Dom. Quando Tobias promete pagar a Rafael pelos préstimos oferecidos, Rafael se revela como “anjo de Deus”, dizendo que a gratuidade é uma característica do Reino. A única coisa em que insiste é que “não se cansem de agradecer” (cf. Tb 12,6). A história de Tobias nos faz pensar, portanto, na vivência grupal. Assim como o jovem procura o grupo, ser companheiro de grupo é, antes de tudo, aprender a sê-lo todos os dias. É isso que o jovem gostaria de descobrir, na alegria que o caracteriza, quando se alegra em participar de grupo.

Necessidade de organização


Consequência da vida grupal é a descoberta e a necessidade da organização e da vida política. Precisamos aprender que Deus não nos sonhou desorganizados. Deus não quer ver-nos como “massa”, mas como “povo”. Deus não sonhou somente o “jovem”; ela deseja a “juventude”, isto é, jovens organizados. Deus deseja ver “juventudes” e, para isso acontecer, uma consequência da vivência grupal é a organização. Uma das formas melhores de o jovem encontrar sua identidade e sua missão no mundo é pertencer a uma organização que o leva a assumir responsabilidades, planejamentos, pedagogias, relacionamentos, isto é, a abraçar a sua identidade de protagonista.
O jovem gosta de rua, de viajar, de conhecer outros mundos, de escrever e ter relacionamentos com pessoas distantes. Não lhe agradam fronteiras, nem na religião. A organização é mais do que uma realidade sociológica; ela é uma coisa de Deus. Por isso defendemos a convicção de que a organização é, no trabalho com a juventude, uma opção pedagógica que não pode faltar.
Outra consequência da vida grupal é a vida política. O jovem não rejeita a política, mas a distorção dela. A necessidade de “normas”, de organização e da importância de saber “ceder” para o bem do todo não é algo que vai contra o jovem. Quando isso aparece de forma autoritária, sem exposições do sentido delas, é evidente que vá haver rejeição. Ser de grupo é uma forma de ser do mundo. Ser político, aliás, é uma graça que nos foi dada pelo batismo, sendo-nos dito por Deus que ser político é ser construtor de comunidades. Machuca-o a guerra; machuca-o a desigualdade. Ele sonha comunidade e, por isso, no grupo, todos são iguais.
Na vivência grupal está o Reino. "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, estou no meio deles.” (Mt 18,20.) Olhando, pois, essa fome do jovem de viver em grupo e o sentido profundo que isso carrega, só podemos exclamar com Paulo escrevendo aos romanos: “Como é profunda a riqueza, sabedoria e a ciência de Deus! [...] Todas as coisas vem dEle, por meio dEle e vão para Ele”. (Rm 11,33.36.)
Recordar tudo isso faz-nos imaginar a dor infinita do jovem quando vê essas realidades sendo pervertidas, enlameadas e chafurdadas. É uma dor que ninguém explica.

Por: Hilário Henrique Dick*
* Doutor em Literatura Brasileira, é jesuíta do Rio Grande do Sul, morador de São Leopoldo. Assessor Nacional da Pastoral da Juventude entre 1981 e 1983, dedica-se à causa juvenil há mais de trinta anos. Pesquisador do Instituto Humanitas e coordenador das primeiras edições do Curso de Pós-Graduação em Juventude.


Disponível em: o lutador.org.br